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Rapaz, 26 anos, sexy e discreto, oferece-se...
Os profissionais brasileiros são os mais procurados A rotina de um profissional do sexo, resume-se a sexo e mais sexo. Pois a procura é grande e poucos conseguem dizer não a mais um cliente. A tentação do dinheiro costuma ser mais forte.
"Hoje de manhã, estive com um cliente com quem vou uma ou duas vezes por semana, e para hoje á noite já tenho “um programa” com um casal gay... “
O meu entrevistado recebeu-me no apartamento que divide com mais dois brasileiros, aos Anjos, em Lisboa, depois de um contacto inicial feito por telefone. Estava bem à vontade e durante todo o tempo, não mostrou o menor constrangimento por assumir o que fazia.
E segundo ele, a clientela que alimenta a indústria da prostituição masculina é, na sua grande maioria, formada por homossexuais masculinos, com idades entre os 45 a 50 anos.
O dono de uma agência de acompanhantes com quem falei por telefone, contou-me que cerca de 98% dos clientes são do sexo masculino, a maioria de classe "média alta."
Ainda segundo este, muitos dos prostitutos que entram na profissão dizem pretender ter relações exclusivamente com mulheres, mas devido à escassa procura por parte destas, acabam aceitando também as ofertas de clientes masculinos.
Muitos desses clientes são bissexuais, e alguns casais heteros e gays. E são precisamente estes “que costumam estar dispostos a pagar mais por uma hora de serviço.
Muitas agências, como se pode constatar através de alguns jornais diários como a Capital e o Correio da Manhã, aliciam os futuros prostitutos prometendo-lhes ganhos avultados. E na maioria dos casos, fazem questão de testar previamente as capacidades dos futuros empregados na cama. Existem até algumas falsas agencias que se aproveitam destas pessoas para ter sexo grátis. É o caso de uma agencia com quem falei ali na Praça da Alegria...
Normalmente o papel das agencias é facilitar o acesso dos interessados através da divulgação de fotos, propaganda na Internet e publicidade boca-a-boca, em troca de uma percentagem daquilo que os prostitutos recebem.
Após algum tempo de serviço, os prostitutos costumam abandonar as agências, que lhes sugam cerca de 40% a 50% dos ganhos.
Algumas agências chegam mesmo a trabalhar com redes de pedofilia para quem recrutam menores de idade.
Droga e pedofilia
Ainda segundo o meu entrevistado, “nas agências são comuns os pedidos de clientes querendo rapazes com menos de 15 anos, principalmente por parte de turistas estrangeiros, dispostos a pagar muito caro por um encontro com um ou vários adolescentes ao mesmo tempo.
O consumo de droga também é comum neste mercado, mas mais entre os prostitutos portugueses, que na sua grande maioria, drogam-se”. No caso dos prostitutos brasileiros, que ao contrário dos portugueses, mostram muito brio na profissão, a cocaína é a droga mais consumida, e muitas vezes, “por exigência dos próprios clientes”.
“Não gosto de usar cocaína, mas com certos clientes, é mesmo preciso estar-se muito pedrado para se conseguir fazer sexo com eles, especialmente aqueles muito idosos”, confessa o meu entrevistado.
Em geral, os rapazes que entram na prostituição mostram-se deslumbrados com o dinheiro fácil. Para além da liberdade que esta ocupação oferece, os prostitutos sabem que num emprego normal teriam de trabalhar um mês inteiro para receberem o mesmo que aqui podem receber num único dia...
Alguns prostitutos brasileiros vêm para cá para melhorar a vida da família no Brasil, a quem enviam grande parte dos ganhos.
Há também aqueles prostitutos que se prostituem mais pelo prazer. Um deles, alto e forte, mais para o gordo, a quem paguei 150 euros por uma hora de conversa, quase me suplicou para ter sexo com ele. “Já que estamos aqui, podíamos...“
No “jogo amoroso”, cada prostituto elabora uma estratégia de sedução para convencer o futuro cliente que é a pessoa que ele procura. Tentando dizer-lhe exactamente aquilo que ele quer ouvir.
Os pontos de encontro homossexuais transformam-se frequentemente em zonas de prostituição masculina. A situação é observada não apenas nos grandes centros urbanos, mas também nas pequenas cidades do interior do país.
Os prostitutos de rua são, geralmente, pobres, filhos de pais separados e que não assumem a homossexualidade. Na maioria dos casos, drogam-se.
Prazer para todas as bolsas Os preços do prazer variam entre 15 a 30 euros, no caso dos prostitutos de rua, com os quais é possível regatear, os 50 a 100 euros no caso dos massagistas, e 150 a 300 euros, no caso dos que trabalham por conta própria ou através de agencias...
Um conselho: se decidir procurar os serviços de um prostituto, e não quiser correr riscos, prefira os que trabalham em agências porque é mais seguro. E para sua segurança evite os que “atacam” em bares e ao ar livre.
Preconceitos á parte, é bom que se diga que os prostitutos satisfazem a necessidade de prazer de muito boa gente, que em muitos casos, não teria acesso a esse prazer de outra forma...
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Prostituição masculina em Lisboa |